Vidros com película de controle solar, conhecida como “Insul-Film”(este nome é uma marca de película, e não o nome do produto em si) trazem benefícios aos usuários, pois está relacionado à proteção da saúde e economia de energia.

Atualmente, até mesmo carros populares são comercializados com ar condicionado, e o uso de película ajuda a manter a temperatura e consequentemente minimizar a energia gasta para mantê-la. Quanto à saúde, as películas de qualidade bloqueiam raios solares nocivos à pele e à visão. Dependendo do produto, chegam a reduzir até 95% dos raios ultravioleta e 75% de calor.

Foi na da década de 80 que surgiu a prática do uso de película escurecedora em veículos, caracterizado como acessório de luxo e beleza. No fim dos anos 80, houve a expansão para o ramo de construção civil e o aumento indiscriminado em vidros de carros.

Passou-se a comercializar no setor automotivo películas totalmente espelhadas ou com porcentagem máxima de escurecimento, impedindo a visibilidade interna e externa. Tais características são indesejáveis tanto ao trânsito quanto a segurança e fiscalização policial.

Por isto em 1990 o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN proibiu o uso de películas automobilísticas. Aquela medida foi muito negativa para o ramo, desestruturando a indústria e a comercialização do produto.

Reconhecendo as expectativas dos usuários, os benefícios do uso, a necessidade de normatizar esse mercado, a legalização de películas automobilísticas em outros países nos quais o uso de películas mais escuras é permitido nos vidros laterais e traseiros, em 1998 o CONTRAN publicou uma resolução liberando o uso com transparência limitada e exigências a serem obedecidas.

O fator mais polêmico do uso do produto é quanto à transparência da película. Como exigência, a lei define um percentual de transparência a ser obedecido e comprovado mediante selo timbrado na película aplicada, que varia de estado para estado no Brasil.

Em Manaus, por exemplo, a transparência liberada para o uso nas laterais é de 25% de escurecimento nos laterais dianteiros (é a película mais clara), 50% nos laterais traseiros (conhecido como a película média) e 25% nos vidros dianteiro e traseiro. O uso de qualquer película no vidro dianteiro é proibida nos estados de SP e RS, por exemplo, e o escurecimento máximo permitido nestes estados é de 25%, porém, é muito mais comum ver carros com os vidros escurecidos com a película 75% ou 100%, as mais escuras no modo preto.

Películas metalizadas, estilo titânio (cinza escuro, uma mescla de preto com espelhado) ou 100% espelhadas, de qualquer cor, continuam expressamente proibidas, sem exceção.

Porém ainda há grande rejeição às normas e por isso muitos profissionais utilizam películas fora do padrão de transparência, mas que possibilitam timbrar selo com a porcentagem exigida pela lei.

Estes produtos são caracterizados como irregulares no mercado. A Associação Nacional das Empresas de Películas Protetoras – ANEPP divulga que: “Dos 13 milhões de carros que possuem película protetora instalada, apenas 10% estão dentro da lei”.

Visando a qualidade de vida e satisfação do proprietário, a FIAT por exemplo hoje comercializa carros com vidros escurecidos, estilo Ray-Ban. O Fiat Idea já sai de fábrica com vidros laterais verdes mais escuros que os comuns que se vê nas ruas, bem como Punto, Linha Palio (Siena, Strada, Weekend) saem de fábrica hoje com os laterais traseiros nesta configuração, como opcional. A Hyundai lançou recentemente o Azera, que possui vidros fotocromáticos que escurecem sozinhos em contato com a luz solar.

A vantagem de segurança é que como a película é um adesivo, ao sofrer um impacto, o vidro não espalha resíduos e estilhaços, pois tudo permanece unido pela cola da película, além de minimizar o vandalismo, pois dificulta o rompimento do vidro.

Abaixo, a resolução do Contran, de modo geral, para todo o país:

O uso de películas  é permitido, desde que siga as especificações da nova Resolução N.º 254 , de 26 de outubro de 2007, do Ministério da Justiça e do CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN.

A resolução estipula um índice mínimo de transmissão luminosa para o conjunto vidro-película (ou seja, o vidro com a película já aplicada) do carro, conforme especificado abaixo:

Película solar

Nota-se então, que muitas informações são disponibilizadas ao consumidor interessado no uso da película, mas ao mesmo tempo estas sofrem distorções e variantes, de estado para estado.

O uso incorreto da graduação de escurecimento rende uma saudável multa Grave, de 5 pontos na carteira.